
Equipa do IPS publica estudo sobre programa de fisioterapia inovador
Quarta-feira, 02 de abril de 2025Uma equipa de investigação da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal, da qual fazem parte Marco Jardim, Diogo Moço, João Sabido e Lúcia Domingues, publicou os resultados de um estudo sobre um programa de fisioterapia multimodal, que teve a duração de seis semanas. Este estudo teve como objetivo analisar e descrever a evolução clínica de 15 pacientes com dor cervical crónica inespecífica (DDCI), prevendo-se que possam contribuir para que os profissionais de saúde, na área da fisioterapia, possam tomar decisões mais informadas no tratamento de pacientes com DDCI, para além de ser um importante contributo para futuros ensaios clínicos nesta área.
No início deste estudo foram consideradas as situações sociodemográficas de cada participante, bem como o seu histórico clínico de dor cervical, de forma a monitorizar a sua evolução. Também foram tidas em conta variáveis como a atividade muscular cervical, a dor, a incapacidade e a perceção global de melhoria.
Este programa de fisioterapia combinou eletroterapia/termoterapia, terapia manual, massagem, sessões de educação e um programa de exercícios de controle motor para os músculos flexores profundos do pescoço, que o fisioterapeuta adequou a cada um dos participantes. Foram realizadas sessões de fisioterapia individuais e personalizadas, três vezes por semana, com a duração de 50 minutos cada. A abordagem à dor de cada um dos pacientes foi fundamental para avaliar este programa ao nível da aplicação de pacotes quentes, no local da dor e da aplicação de massagens especificas, foram também relevantes as sessões de educação, focadas em instruções simples e focadas nos mecanismos fisiológicos da dor, técnicas de distração e esclarecimento de dúvidas e posteriormente, correção de postura e promoção da atividade física do paciente. Durante este período, os participantes foram aconselhados a não utilizar qualquer medicamento ou tratamento alternativo para a dor, de forma a manter a fiabilidade dos resultados.
O estudo concluiu que houve uma melhoria significativa da dor e incapacidade ao longo das seis semanas do programa com uma redução acentuada dos sintomas descritos no início do programa, especificamente no final das três primeiras semanas, onde se verificaram melhorias nos músculos responsáveis pela flexão e rotação do pescoço, para além de melhorias ao nível da dor e incapacidade.
O artigo poderá ser lido na Revista Retos em https://doi.org/10.47197/retos.v65.107458